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exercício 3, capítulo 7

Por hildefonso mendes cruz @hildefonso
    2022-04-18 21:55:07.269Z
    1. Enuncie precisamente e demonstre o seguinte: se uma função de duas variaveis possui derivadas parciais limitadas na vizinhança de um ponto, ela é continua no ponto. Generalize este resultado.

    Professor, tentei resolver essa questão de forma semelhante ao teorema 7.1, porem, não obtive sucesso. Pois, devo mostrar que a função dada no exercício é contínua. Como posso fazer isso. E gostaria de saber tambem se em algum momento eu devo usar a desigualdade do valor medio

    • 6 respostas
    1. A
      André Caldas @andrecaldas
        2022-04-18 22:14:56.392Z

        Uma primeira ideia...

        ... será que você consegue reduzir o problema? Será que sem perda de generalidade você não consegue assumir que ambas as derivadas parciais são iguais a $0$?

        1. A
          Em resposta ahildefonso:
          André Caldas @andrecaldas
            2022-04-18 22:23:00.669Z

            Acho que é só fazer $(h, k) \rightarrow (0,0)$ na inequação monstro (porque não usou SPG) do começo da demonstração do teorema 7.1.

            O fato de as derivadas parciais serem limitadas faz com que
            \begin{equation*}
            \dotsb
            \leq
            (|h| + |k|) M,
            \end{equation*}onde $M$ é um limitante superior para as derivadas parciais. E isso vai pra zero quando $h$ e $k$ vão pra zero.

            1. Hhildefonso mendes cruz @hildefonso
                2022-04-18 22:47:35.943Z

                Beleza professor. Acho que consegui concluir a demonstração.
                Só uma observação. Na inequaçãoi ele usou o corolario 2 da desigualdade do valor médio. Nesse caso, agora digo da questao 3 do capitulo 7, pode-se usar a desigualdade do valor intermediário?

                1. AAndré Caldas @andrecaldas
                    2022-04-18 23:01:34.937Z

                    Acho que não. A desigualdade do valor intermediário só dá pra usar quando as funções são contínuas. Acho que eu faço um comentário sobre isso nos primeiros vídeos que falo sobre a desigualdade do valor médio. Acho muito bacana que você se faça essas perguntas. Os teoremas que estudamos começam a fazer muito mais sentido quando conseguimos perceber porque é que o resultado não é tão simples... qual é a dificuldade que precisa ser contornada.

                    Pra mim, a desigualdade do valor médio é algo que a gente usa no lugar do teorema do valor intermediário quando sabemos que a função é diferenciável, mas não sabemos que a derivada é contínua.

                  • Em resposta aandrecaldas:
                    Hhildefonso mendes cruz @hildefonso
                      2022-04-19 04:57:09.502Z

                      Então eu resolvo essa questão escrevendo f com a parte constante, a linear e o resto, depois usso o fato das derivadas parciais serem limitadas?
                      Sobre esse M, ele é o mesmo para a derivada em relação a primeira variável e a segunda variável?

                      1. AAndré Caldas @andrecaldas
                          2022-04-19 05:27:15.598Z

                          O $M$ é uma cota superior. Você poderia tomar uma cota superior $M_1$ pra um, e uma cota $M_2$ pro outro. Mas então, é só tomar $M > \max (M_1, M_2)$.

                          Então eu resolvo essa questão escrevendo f com a parte constante, a linear e o resto, depois usso o fato das derivadas parciais serem limitadas?

                          Sim. Sua conclusão será que
                          \begin{equation*}
                          f(x,y) - f(a,b) - \partial_1f(a,b)h - \partial_2 f(a,b)k
                          \end{equation*}
                          é uma função contínua. Mas $f(a,b)$ é constante e portanto contínua. As derivadas parciais no ponto $(a,b)$ são contínuas pela definição de derivada (parcial).