Dúvidas
Boa tarde, professor!
Eu usei algumas coisas para fazer as listas que não tenho exatamente certeza:
-
No capítulo 1, questão 3, eu usei que se eu escrevo a função como na definição de derivada, então tudo que sobra mesmo tem que ser o resto e ter a propriedade do resto. Está certo? (Segue em anexo o que eu fiz)
-
No capítulo 2, questão 1, item a, para verificar a diferenciabilidade, eu usei normas diferentes no domínio e na imagem, considerando "sem perda de generalidade". Está certo?
-
No capítulo 4, questão 10, para mostrar que a k-ésima derivada da composta é nula naquele ponto, eu fiz por indução e um passo semelhante ao que vi num exemplo do livro. Está correto? Acredito que o jeito mais fácil seja ver que a derivada da composta sempre vai ter um termo da f que tem derivada sempre nula, mas eu me atrapalho muito em derivar depois da primeira/segunda vez.
Anexos:
Dúvida 1:

Dúvida 2:

Dúvida 3:

- AAndré Caldas @andrecaldas
Capítulo 1 questão 3
Acho que sua resolução está muito boa. É como eu faria.
Apenas gostaria de lembrar que como um "exercício para treinar a diferenciabilidade pela definição", é bom. Mas que não devemos usar esses argumentos quando já conhecemos outras propriedades e teoremas. Por exemplo, o resultado segue dos três seguintes fatos:
- As funções constantes são diferenciáveis.
- As transformações lineares (contínuas) são diferenciáveis.
- Soma de função diferenciável é diferenciável.
Esses são fatos que você não precisa ficar demonstrando (só no comecinho do curso). Basta mencioná-los.
- AEm resposta awanessa_muricy⬆:André Caldas @andrecaldas
Capítulo 2 exercício 1
O exercício nem menciona a norma. Quando eu vejo isso, eu imagino duas coisas:
- A norma é alguma norma canônica, que tenha "ficado combinado" que se nenhuma norma for mencionada, deve-se usar essa.
- Apesar de o conceito de diferenciabilidade ser diferente para normas não equivalentes, isso não acontece em $\mathbb{R}^n$. Então, pode-se observar que, em $\mathbb{R}^n$, o conceito de derivada independe da norma escolhida.
Nesse sentido, como o curso é exatamente sobre isso... talvez o ideal fosse, no começo da questão observar:
Em $\mathbb{R}^n$, todas as normas são equivalentes. E para normas equivalentes, o conceito de diferenciabilidade é o mesmo. Sendo assim, na resolução dessa questão, vamos escolher a norma xxxx para tratar do domínio de $f$, e yyyy para tratar do contradomínio.
Acho muito mais interessante o que você tem pra me dizer em português, do que as contas que vem depois. :-)
- W@wanessa_muricy
Ahhh, legal. Fica melhor escrito desse jeito mesmo, obrigada, professor!
- AEm resposta awanessa_muricy⬆:André Caldas @andrecaldas
Capítulo 4 exercício 10
Eu também me atrapalho. :-)
O mais importante nessa questão, é perceber que não é fácil! Que a regra da cadeia não é um oba-oba. A complicação é a seguinte:
A função $Df(a)\vec{v}$ pode ser vista como uma função saindo de $\Omega \times \mathbb{R}^n$. Quando derivamos $Df$, em geral, estamos falando de derivar com respeito a $a$. Mas quando falamos na regra da cadeia, estamos falando de $\vec{v}$.
Atenção... vou usar a notação $Dg \circ f = (Dg)\circ f$. Que é diferente de $D(g \circ f)$.
Por exemplo,
\begin{equation*}
(Dg \circ f) (a) = Dg(f(a))
\end{equation*}
é a derivada de $g$ no ponto $f(a)$. Enquanto que
\begin{equation*}
D(g \circ f)(a) = Dg(f(a)) \circ Df(a) = (Dg \circ f)(a) \circ Df(a)
\end{equation*}
é a regra da cadeia: a derivada de $g \circ f$ no ponto $a$ é igual à composição da derivada de $g$ no ponto $f(a)$ com a derivada de $f$ no ponto $a$.Talvez, se a gente usasse uma notação como
\begin{equation*}
\tilde{D}f(a,\vec{v}) = (f(a), Df(a)\vec{v}),
\end{equation*}
talvez ficasse mais fácil falar da regra da cadeia em alguns casos. Por exemplo, a regra da cadeia fica assim:
\begin{equation*}
\tilde{D}(g \circ f)
=
\tilde{D}g \circ \tilde{D} f.
\end{equation*}
Ou seja,
\begin{align*}
D(g \circ f)(a)\vec{v}
&=
\tilde{D}(g \circ f)(a, \vec{v})
\\&=
(\tilde{D}g \circ \tilde{D} f)(a, \vec{v})
\\&=
\tilde{D}g (f(a), Df(a)\vec{v})
\\&=
Dg(f(a))(Df(a)\vec{v}).
\end{align*}Ainda não olhei sua resolução... :-)
- AAndré Caldas @andrecaldas
@wanessa_muricy: Não está bem claro o que é o seu $h$ na resolução do item 3.
- W@wanessa_muricy
É a (k-1)-ésima derivada de $g \circ f$, $D^{k-1}(g \circ f)$.
Percebi que teve um momento ali que eu escrevi $f \circ g$, mas era sempre $g \circ f$.
- AAndré Caldas @andrecaldas
Estou com a impressão de que a sua resolução da última questão não está correta. Você mostrou, por exemplo, que
Se uma função $h$ é $C^\infty$ e tal que $Dh(a) = 0$, então $D^kh(a) = 0$ para todo o $k$.
Mas isso não é verdade.
Você pode tratar o resto de duas formas:
\begin{align*}
h(a + \vec{v}) &= h(a) + Dh(a)\vec{v} + \rho(\vec{v})
\\
h(a + \vec{v}) &= h(a) + Dh(a)\vec{v} + r(\vec{v})\|\vec{v}\|.
\end{align*}
Você misturou as duas coisas quando multiplicou tudo por $\|\vec{v}\|$.- W@wanessa_muricy
Ahh, sim, verdade, faz sentido. Obrigada, professor.
- Em resposta awanessa_muricy⬆:AAndré Caldas @andrecaldas
Essas chaves que você põe para indicar uma parte de alguma coisa, não ficam bem delimitadas. Por exemplo, na primeira linha da página 10/10, tem uma chave que parece indicar que $Dh(x_0) = 0$. Mas na verdade, ela indica que $Dh(x_0)(0) = 0$.
- W@wanessa_muricy
Sim, preciso ajeitar isso mesmo, colocar certinho ou escrever de outro jeito.