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Dúvidas

Por @wanessa_muricy
    2022-03-19 21:29:56.680Z

    Boa tarde, professor!

    Eu usei algumas coisas para fazer as listas que não tenho exatamente certeza:

    1. No capítulo 1, questão 3, eu usei que se eu escrevo a função como na definição de derivada, então tudo que sobra mesmo tem que ser o resto e ter a propriedade do resto. Está certo? (Segue em anexo o que eu fiz)

    2. No capítulo 2, questão 1, item a, para verificar a diferenciabilidade, eu usei normas diferentes no domínio e na imagem, considerando "sem perda de generalidade". Está certo?

    3. No capítulo 4, questão 10, para mostrar que a k-ésima derivada da composta é nula naquele ponto, eu fiz por indução e um passo semelhante ao que vi num exemplo do livro. Está correto? Acredito que o jeito mais fácil seja ver que a derivada da composta sempre vai ter um termo da f que tem derivada sempre nula, mas eu me atrapalho muito em derivar depois da primeira/segunda vez.

    Anexos:

    Dúvida 1:

    Dúvida 2:

    Dúvida 3:

    • 10 respostas
    1. A
      André Caldas @andrecaldas
        2022-03-19 22:33:08.478Z

        Capítulo 1 questão 3

        Acho que sua resolução está muito boa. É como eu faria.

        Apenas gostaria de lembrar que como um "exercício para treinar a diferenciabilidade pela definição", é bom. Mas que não devemos usar esses argumentos quando já conhecemos outras propriedades e teoremas. Por exemplo, o resultado segue dos três seguintes fatos:

        1. As funções constantes são diferenciáveis.
        2. As transformações lineares (contínuas) são diferenciáveis.
        3. Soma de função diferenciável é diferenciável.

        Esses são fatos que você não precisa ficar demonstrando (só no comecinho do curso). Basta mencioná-los.

        1. A
          Em resposta awanessa_muricy:
          André Caldas @andrecaldas
            2022-03-19 22:42:07.986Z

            Capítulo 2 exercício 1

            O exercício nem menciona a norma. Quando eu vejo isso, eu imagino duas coisas:

            1. A norma é alguma norma canônica, que tenha "ficado combinado" que se nenhuma norma for mencionada, deve-se usar essa.
            2. Apesar de o conceito de diferenciabilidade ser diferente para normas não equivalentes, isso não acontece em $\mathbb{R}^n$. Então, pode-se observar que, em $\mathbb{R}^n$, o conceito de derivada independe da norma escolhida.

            Nesse sentido, como o curso é exatamente sobre isso... talvez o ideal fosse, no começo da questão observar:

            Em $\mathbb{R}^n$, todas as normas são equivalentes. E para normas equivalentes, o conceito de diferenciabilidade é o mesmo. Sendo assim, na resolução dessa questão, vamos escolher a norma xxxx para tratar do domínio de $f$, e yyyy para tratar do contradomínio.

            Acho muito mais interessante o que você tem pra me dizer em português, do que as contas que vem depois. :-)

            1. W@wanessa_muricy
                2022-03-20 10:32:03.339Z

                Ahhh, legal. Fica melhor escrito desse jeito mesmo, obrigada, professor!

              • A
                Em resposta awanessa_muricy:
                André Caldas @andrecaldas
                  2022-03-19 23:34:20.244Z

                  Capítulo 4 exercício 10

                  Eu também me atrapalho. :-)

                  O mais importante nessa questão, é perceber que não é fácil! Que a regra da cadeia não é um oba-oba. A complicação é a seguinte:

                  A função $Df(a)\vec{v}$ pode ser vista como uma função saindo de $\Omega \times \mathbb{R}^n$. Quando derivamos $Df$, em geral, estamos falando de derivar com respeito a $a$. Mas quando falamos na regra da cadeia, estamos falando de $\vec{v}$.

                  Atenção... vou usar a notação $Dg \circ f = (Dg)\circ f$. Que é diferente de $D(g \circ f)$.

                  Por exemplo,
                  \begin{equation*}
                  (Dg \circ f) (a) = Dg(f(a))
                  \end{equation*}
                  é a derivada de $g$ no ponto $f(a)$. Enquanto que
                  \begin{equation*}
                  D(g \circ f)(a) = Dg(f(a)) \circ Df(a) = (Dg \circ f)(a) \circ Df(a)
                  \end{equation*}
                  é a regra da cadeia: a derivada de $g \circ f$ no ponto $a$ é igual à composição da derivada de $g$ no ponto $f(a)$ com a derivada de $f$ no ponto $a$.

                  Talvez, se a gente usasse uma notação como
                  \begin{equation*}
                  \tilde{D}f(a,\vec{v}) = (f(a), Df(a)\vec{v}),
                  \end{equation*}
                  talvez ficasse mais fácil falar da regra da cadeia em alguns casos. Por exemplo, a regra da cadeia fica assim:
                  \begin{equation*}
                  \tilde{D}(g \circ f)
                  =
                  \tilde{D}g \circ \tilde{D} f.
                  \end{equation*}
                  Ou seja,
                  \begin{align*}
                  D(g \circ f)(a)\vec{v}
                  &=
                  \tilde{D}(g \circ f)(a, \vec{v})
                  \\&=
                  (\tilde{D}g \circ \tilde{D} f)(a, \vec{v})
                  \\&=
                  \tilde{D}g (f(a), Df(a)\vec{v})
                  \\&=
                  Dg(f(a))(Df(a)\vec{v}).
                  \end{align*}

                  Ainda não olhei sua resolução... :-)

                  1. AAndré Caldas @andrecaldas
                      2022-03-19 23:37:20.232Z

                      @wanessa_muricy: Não está bem claro o que é o seu $h$ na resolução do item 3.

                      1. W@wanessa_muricy
                          2022-03-20 10:50:21.541Z

                          É a (k-1)-ésima derivada de $g \circ f$, $D^{k-1}(g \circ f)$.

                          Percebi que teve um momento ali que eu escrevi $f \circ g$, mas era sempre $g \circ f$.

                          1. AAndré Caldas @andrecaldas
                              2022-03-20 15:51:23.449Z

                              Estou com a impressão de que a sua resolução da última questão não está correta. Você mostrou, por exemplo, que

                              Se uma função $h$ é $C^\infty$ e tal que $Dh(a) = 0$, então $D^kh(a) = 0$ para todo o $k$.

                              Mas isso não é verdade.

                              Você pode tratar o resto de duas formas:
                              \begin{align*}
                              h(a + \vec{v}) &= h(a) + Dh(a)\vec{v} + \rho(\vec{v})
                              \\
                              h(a + \vec{v}) &= h(a) + Dh(a)\vec{v} + r(\vec{v})\|\vec{v}\|.
                              \end{align*}
                              Você misturou as duas coisas quando multiplicou tudo por $\|\vec{v}\|$.

                              1. W@wanessa_muricy
                                  2022-03-20 17:00:39.162Z

                                  Ahh, sim, verdade, faz sentido. Obrigada, professor.

                                • Em resposta awanessa_muricy:
                                  AAndré Caldas @andrecaldas
                                    2022-03-20 15:53:44.285Z

                                    Essas chaves que você põe para indicar uma parte de alguma coisa, não ficam bem delimitadas. Por exemplo, na primeira linha da página 10/10, tem uma chave que parece indicar que $Dh(x_0) = 0$. Mas na verdade, ela indica que $Dh(x_0)(0) = 0$.

                                    1. W@wanessa_muricy
                                        2022-03-20 17:05:01.656Z

                                        Sim, preciso ajeitar isso mesmo, colocar certinho ou escrever de outro jeito.